Instruções do Exame

PAINEL GERAL DE MIOCARDIOPATIAS

Instruções para paciente

Jejum não necessário

Necessário o envio da cópia da solicitação médica e o preenchimento do questionário fornecido pelo laboratório.

Genes Analisados
104 genes: ABCC9, ACADVL, ACTC1, ACTN2, AGL, ALMS1, ANK2, BAG3, BRAF, CACNA1C, CALR3, CAV3, CBL, CPT2, CRYAB, CSRP3, DES, DMD, DNAJC19, DOLK, DSC2, DSG2, DSP, DTNA, EMD, EYA4, FHL1, FHL2, FKRP, FKTN, FLNC, GAA, GATAD1, GLA, HCN4, HRAS, ILK, JPH2, JUP, KRAS, LAMA4, LAMP2, LDB3, LMNA, MAP2K1, MAP2K2, MED12, MIB1, MTO1, MYBPC3, MYH6, MYH7, MYL2, MYL3, MYLK2, MYOT, MYOZ2, MYPN, NEBL, NEXN, NF1, NKX2-5, NPPA, NRAS, PDLIM3, PKP2, PLN, PRDM16, PRKAG2, PSEN1, PSEN2, PTPN11, RAF1, RASA1, RBM20, RIT1, RPSA, RYR2, SCN5A, SDHA, SGCD, SHOC2, SLC22A5, SLC25A4, SOS1, SPRED1, SYNE1, SYNE2, TAFAZZIN, TCAP, TGFB3, TMEM43, TMEM70, TMPO, TNNC1, TNNI3, TNNT2, TPM1, TRIM63, TTN, TTR, TXNRD2, VCL, YWHAE. NÃO inclui análise por MLPA.
Comentários
As cardiomiopatias hipertróficas (CMH) são definidas pela presença de hipertrofia ventricular esquerda de causa não definida. Esta Hipertrofia Ventricular Esquerda ocorre em um ventrículo não dilatado na ausência de outra doença cardíaca ou sistêmica capaz de produzir a magnitude observada de aumento da espessura da parede do VE, como sobrecarga de pressão (por exemplo, hipertensão de longa duração ou estenose aórtica), por doenças de depósito ou infiltração (Por exemplo, doença de Fabry ou amiloidose) ou condições associadas a quadros sindrômicos.
As CMHs são geralmente causadas por variantes patogênicas em um dos genes analisados que codificam diferentes componentes do sarcômero. A mutação de um dos genes que codifica um componente do sarcômero é encontrada em aproximadamente 50% a 60% dos probandos (adultos e crianças) com histórico familiar de CMHs e aproximadamente 20 a 30% dos probandos sem história familiar de CMH [Gersh et al 2011]. Aproximadamente 6% dos indivíduos afetados têm variantes em mais do que um dos genes do sarcômero (variantes bialélicas em um gene ou em heterozigose em mais de um gene). Um número muito menor terá mais de uma variante patogênica [Ingles et al 2013]. Foram identificadas mais de 1500 variantes patogênicas individuais.

Cardiomiopatia dilatada idiopática apresenta base genética bem estabelecida, principalmente nos casos familiares (CDF). Variantes patogênicas em mais de 30 genes são responsáveis por aproximadamente 30 a 40% dos casos de CDF. Casos isolados também apresentam variantes patogênicas nesses genes. [Hershberger & Siegfried 2011, Hershberger et al 2013]. Aproximadamente 10 a 20% dos casos de CDF foram associados a variantes patogênicas em TTN. Estas variantes, entretanto, também são encontradas em 3% das populações utilizadas como referência. [Herman et al 2012].
Heterogenidade alélica é comum e poucas variantes patogênicas são encontradas em famílias diferentes. Outros genes reconhecidamente envolvidos com as CDFs são LMNA, EYA4, BAG3, em alguns casos apresentando variação no número de cópias.
Parentes em 1o grau de portadores de CDF devem ser avaliados por Ecocardiografia e Eletrocardiografia, sendo que 20 a 35% dos probandos desenvolverão a forma familiar (CDF). [Michels et al 1992, Baig et al 1998, Grünig et al 1998].

Este painel ainda abrange outros diagnósticos diferenciais, como erros inatos do metabolismo que cursam com cardiomiopatia hipertrófica (Doença de Fabry GLA, Doença de Pompe GAA, Doença de Danon LAMP2) e cardiomiopatias sindrômicas associadas a outras malformações (Espectro da Síndrome de Noonan e outras Rasopatias PTPN11, BRAF, NRAS, KRAS, HRAS, CBL, RAF1, MAP2K1, MAP2K2).

Método: Sequenciamento completo (NGS sequenciamento de nova geração) de todas as regiões codificantes e regiões flanqueadoras adjacentes aos exons de 104 genes relacionados a Cardiomiopatias Hereditárias. Análise criteriosa em busca de variantes genéticas patogênicas. Variantes benignas não serão reportadas.