ÁCIDO FÓLICO RECEPTORES ANTICORPOS FRAT
Instruções para paciente
Instruções de preparoPreparo: Não tomar suplementos de ácido fólico nem consumir alimentos fortificados com ácido fólico 72 horas antes da coleta.
*Obrigatório o envio do pedido médico e autorização do paciente em carta do próprio punho para a realização do exame, em casos de crianças, autorização do responsável (informar nome completo e número do CPF).
INTERPRETAÇÃO
Do ponto de vista estritamente clínico, o teste FRAT avalia a presença de biomarcadores associados à Deficiência Cerebral de Folato (CFD). Especificamente, o teste quantifica dois tipos de autoanticorpos contra o Receptor de Folato Alfa (FR?):
Autoanticorpos Bloqueadores: ligam-se diretamente ao sítio de união do receptor, impedindo fisicamente que o folato se acople.
Autoanticorpos de Ligação (Binding): ligam-se a outras partes do receptor, desencadeando uma resposta inflamatória mediada pelo complemento, que degrada a função do receptor.
Ambos os autoanticorpos levam à hipofolatemia cerebral funcional, independentemente de os níveis de folato periférico estarem normais.
Um resultado positivo para qualquer um dos autoanticorpos avaliados no teste FRAT justifica o uso de leucovorina em vez de ácido fólico. A leucovorina tem uma constante de afinidade significativamente maior pelo Transportador de Folato Reduzido (RFC). Em doses farmacológicas, o RFC funciona como uma via alternativa (bypass), permitindo que o folato alcance o sistema nervoso central apesar do bloqueio do receptor alfa. As evidências disponíveis (estudos do Dr. Frye et al.) sugerem que a identificação precoce desses autoanticorpos e o início do tratamento com leucovorina correlacionam-se com melhorias significativas na comunicação receptiva e expressiva.
