Instruções do Exame

ÁCIDO OXÁLICO OXALATO URINA DE 24 HORAS

Instruções para paciente

Coletar urina 24 horas.
- Preferencialmente não realizar no período menstrual. Em casos excepcionais e nos de urgência, pode ser realizada a coleta de urina menstruada utilizando-se um tampão vaginal. O tampão vaginal não é recomendado para mulheres VIRGENS.
- Dois (2) dias antes do início da coleta e no terceiro dia, quando a coleta da urina será iniciada, o paciente deverá abster-se de qualquer substância que contenha vitamina C, como: Abacaxi, Acerola, Tomate, Espinafre, Gelatina, Laranja, Limão, Morango.
- Algumas medicações que contenham Vitamina C podem alterar o resultado do exame. Evite o uso desses medicamentos durante o período de dieta e coleta de material.

***Medicamentos prescritos só devem ser suspensos a critério do médico assistente.***

- No dia em que iniciar a coleta do material, ao levantar-se, paciente deve assinalar o horário (exemplo 7:00). Desprezar o conteúdo da primeira micção, esvaziando a bexiga. A partir deste momento, coletar integralmente o produto de cada micção no frasco fornecido pelo laboratório.
- Manter o (s) frasco (s) em local fresco, protegido de luz direta e longe do alcance de crianças e animais.
- A coleta será finalizada no dia seguinte, no mesmo horário em que se iniciou no dia anterior (exemplo 7:00). Nesta hora o paciente deverá colher todo o volume da micção, e colocá-lo no frasco de coleta.
- Todo volume urinário colhido nas 24 horas, deverá ser encaminhado ao Laboratório no prazo de 2 horas após a coleta.
- Não perca nenhuma micção. Caso isso ocorra, despreze todo o conteúdo do frasco e inicie o procedimento novamente. Não entenda como uma continuidade, mas um novo período de 24 horas.


Interpretação do exame
Exame que faz parte da rotina de investigação de cálculos urinários de repetição, útil na avaliação das alterações que cursam com hiperabsorção, excreção ou alterações do metabolismo do ácido oxálico. Existem dois tipos de oxalúria endógena primária: o tipo I é uma doença autossômica recessiva com aumento da produção de oxalato devido a defeito do metabolismo do glicooxalato que leva a oxalose sistêmica e insuficiência renal; o tipo II caracteriza-se por aumento da excreção de ácido oxálico e glicérico, raramente evoluindo para insuficiência renal.

Indicações: Avaliação de alterações da absorção, metabolismo e excreção do oxalato.

Interpretação clínica: Hiperoxalúria ocorre em casos de mal absorção, como nos casos de cirurgias de retirada do intestino delgado. Existe associação entre aumento de excreção urinária de oxalato e formação de cálculos renais, porém, devido às alterações frequentes dos níveis de oxalato urinário dependentes da dieta e uso de medicamentos ( vitamina C em especial ) torna-se um método pouco específico para estabelecer este diagnóstico, sendo solicitado após terem excluídas perdas minerais geradoras de cálculos, como hipercalciúria.

Sugestão de leitura complementar:
Curhan GC. Epidemiology of stone disease. Urol Clin North Am. 2007;34:287-93

Massey LK, Liebman M, Kynast-Gales SA. Ascorbate increases human oxaluria and kidney stone risk. J Nutr. 2005;135:1673-7.